sábado, 26 de novembro de 2016

GILMORE GIRLS REVIVAL por ARIANE ARANHA

Pode conter SPOILER.

Essa não é mais uma resenha analisando técnicamente o Revival de Gilmore Girls. É somente meu ponto de vista sobre a temporada, os pontos principais na minha opinião.
Não vou me demorar muito aqui porque comecei a assistir mais uma série original da Netflix chamada “Chewing Gum” e por enquanto, está hilária.
Primeira coisa que eu reparei no início do primeiro episódio foi a falta da música de abertura. Talvez por ter assistido as temporadas anteriores de GG recentemente, foi o que mais me fez falta.
Eu me surpreendia a cada personagem que aparecia no episódio e me impressionei pelo pouco que eles envelheceram.
É absurda a falta que o ator Edward Herrmann faz na série e acredito que a homenagem fez jus ao personagem.
Adorei a separação dos momentos pelas estações do ano e achei que a relação mãe-filha muita mais crível do que na série no geral. Mães e filhas brigam mais do que a Lorelai e Rory sequer brigaram.
Um dos pontos que mais me chamou a atenção, foi o fato de todos os personagens principais originais retornaram à série. Confesso que fiquei ansiosa com a aparição da Sookie (Melissa Mcarthy) e do Dean (Jared Padalecki), por eles serem os atores que deram mais certo depois do fim da série. Devo incluir também o Jess (Milo Ventimiglia) nessa lista.
Sobre os interesses amorosos da Rory, sempre torci para que ela ficasse com o Jess.
Fazer o quê? Sempre gostei mais dos badboys. Achei interessante a abordagem do relacionamento com o Logan, embora a única coisa que gostava dele era a espontaneidade, o que não foi esquecida nesse Revival. 
PARIS! Sem palavras para descrever. Fiquei apreensiva no início, afinal Liza Weil já não é Paris Geller por um longo tempo e ainda por cima, é personagem fixa em outro seriado. Pensei que assistiria uma cópia barata de Paris feita por Bonnie (How To Get Away With Murder), mas estava redondamente enganada.
Os aspectos que fizeram Gilmore Girls um dos meus seriados favoritos (se não o único favorito) durante minha adolescência, foram os diálogos rápidos, o sarcasmo, a ironia e as referências à filmes. Fiquei extremamente contente quando eu vi que nesses anos, a sincronia entre Lauren e Alexis não foi afetada nenhum pouco.
Ao fim do Revival, pude perceber que há muita história a ser contada pelo gancho das últimas quatro palavras ditas no último episódio que foram mantidas em segredo até agora.
Há também muitos sentidos para navegar. Uma possível aproximação entre Rory e Jess, o casamento de Luke e Lorelai, a vida nova de Emily, a expansão da Dragonfly e etc. Mas eu vou parar por aqui pra não encher de spoiler =)
Depois da maratona, só tenho um recado para Netflix: Não é seu aniversário, mas vocês estão de parabéns hein?
Foi uma viagem ao passado, revisitando minhas melhores memórias.
Obrigada Netflix.


#EsperandoSeason2doGilmoreGirlsRevival


créditos pela imagem: https://pmcvariety.files.wordpress.com/2016/10/gilmore-girls-summer.jpg?w=670

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Crônica: Carta de um amor em recuperação (Fictícia)




Hoje faz um mês que te deixei, Daniel.
Quase não penso mais em você e já consegui jogar fora a maior parte das coisas que me lembram de você.
Todas aquelas flores de dobradura que eu roubei de você, já estão no lixo, a caminho do triturador.
Sabe aquelas fotos que tirei escondida enquanto você dormia? Enterrei em um baú no fundo do quintal, junto com seu primeiro dente de leite e sua primeira mecha de cabelo cortada quando você ainda era um bebê.
Se lembra daquela vez que você caiu de moto e o retrovisor quebrou? Esse retrovisor foi queimado em uma grande fogueira que fiz na semana passada.
E aquele anel de compromisso que você comprou para aquela namoradinha? Derreti, fiz um enfeite de mesa e dei pra aquela vizinha que eu odeio.
Sabe a roupa que usei no nosso “primeiro esbarrão acidental”? Cortei em pedaços, fiz uma colcha e doei para os necessitados.
Esses dias achei milhares de cartas de amor que você não me enviou. Acabei rasgando todas elas e fiz um lindo vaso de papel machê, que no fim das contas, destruí, porque ainda me lembrava de você.
Ainda estou te superando Daniel.
Eu vou conseguir.
Mesmo que você não faça a mínima ideia de quem eu seja.
Ou sequer me conheça.
Eu te conheço bem o suficiente por nós dois.


Assinado: O grande amor da sua vida que sempre invadiu sua casa para te ver dormir.

Ane.